Influência do índice W-3 sobre a oxidabilidade da LDL, inflamação e a composição corporal em mulheres com câncer de mama

Informações
Tipo: 
Dissertação
Unidade da USP: 
Faculdade de Saúde Pública (FSP)
Autor(es): 
Antonio Augusto Ferreira Carioca
Orientador: 
Nágila Raquel Teixeira Damasceno
Data de Publicação: 
2013
Bolsa: 
http://www.bv.fapesp.br/pt/bolsas/131487/influencia-do-indice-w-3-sobre-a-oxidabilidade-da-ldl-inflamacao-e-a-composicao-corporal-em-mulhere/
Resumo
O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres. Embora as causas associadas sejam múltiplas e complexas, sabe-se que durante o desenvolvimento do câncer de mama diversos mecanismos regulatórios estão em desequilíbrio, enquanto processos como a inflamação crônica e as reações pró-oxidativas se encontram estimuladas. Nessa perspectiva, alguns estudos propõem que alguns fatores de risco ambientais possam ser modificados. Desses, grande destaque tem sido direcionado à dieta e, particularmente ao perfil e gorduras consumidas. Nos últimos anos, tem sido proposto que os ácidos graxos ômega 3 (w-3) poderiam modular o crescimento tumoral, favorecendo a prevenção e controle ocâncer. Baseados nesses pontos, o objetivo do presente estudo é avaliar se o índice w-3, usado como biomarcador de consumo pregresso, influencia os processos inflamatórios, oxidativos e a composição corporal de mulheres com câncer de mama. Para tanto, serão selecionadas 100 mulheres com recém diagnóstico de câncer de mama, com estadiamento tumoral II e III sem metástase e perfil clínico semelhantes. Essas pacientes serão selecionadas do serviço de Mastologia do Hospital Geral de Fortaleza, Ceará. Após completa caracterização clínica e social, serão avaliados parâmetros antopométricos (peso, altura, IMC e circunferência da cintura) e de composição corporal (massa gorda e massa magra) por impedância bioelétrica. Após jejum de 12h serão obtidas amostras de sangue e a partir plasma serão analisados os marcadores inflamatórios (IL-6, TNF-alfa e PCR) por meio de kits comerciais e a oxidação da LDL (LDL eletronegativa e seus auto-anticorpos) por meio de ELISA desenvolvido e validado por nosso grupo de pesquisa. O conteúdo de ácidos graxos plasmático e o índice w-3 serão determinados em HPLC usando padrões externos. O índice w-3 será a partir da extração dos ácidos graxos nas membranas de eritrócitos. Com a realização desse estudo espera-se comprovar que mulheres com câncer de mama que apresentarem maior conteúdo de índice w-3 terão partículas de LDL menos oxidadas, menor concentração de marcadores inflamatórios e um menor percentual de massa gorda. Desse modo, acredita-se que essas mulheres poderão obter um melhor prognóstico clínico.