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Competição entre dinâmica individual e coletiva em modelos de agentes econômicos

Informações
Tipo: 
Dissertação
Unidade da USP: 
Instituto de Física (IF)
Autor(es): 
Diego Ferreira de Almeida
Orientador: 
Andre de Pinho Vieira
Data de Publicação: 
2015
Resumo
Usando a generalização de Grauwin et al. [Ref. 3] do modelo de segregação de Schelling foi possível estudar, em um modelo simplificado, as consequências da guerra fiscal travada entre os estados de uma federação e os resultados da chamada guerra da taxa que os bancos adotaram depois de implantada a portabilidade de crédito bancário. No modelo de Grauwin a cidade é dividida em Q quarteirões e todos os quarteirões possuem a mesma função utilidade dependente da densidade u(m,?), que mede a satisfação dos agentes que ali residem. Inserimos um parâmetro de desordem m_b em um dos blocos para torná-lo mais atrativo que os demais. Ter um dos blocos diferente é a essência do modelo de guerra entre os quarteirões. Foi analisada uma aplicação deste modelo fazendo um paralelo com o cenário de uma guerra fiscal entre os estados de uma nação. Para tal, interpretamos os agentes econômicos como sendo as de indústrias (ou pessoas) que tomam decisões em busca de aumentar sua própria satisfação e os quarteirões como os estados de uma federação. A guerra fiscal é um instrumento usado por alguns estados brasileiros que reduzem impostos, cedem terrenos, fornecem infra-estrutura, etc para atrair investimentos na sua região. Esta guerra no primeiro momento pode ser benéfica para a sociedade, pois contribui para a descentralização da economia e reduz as diferenças de PIB e social entre os estados. Porém, em âmbito nacional, o embate econômico entre os estados geralmente resulta em perda de arrecadação para a nação. Um Estado totalmente desocupado, caso queira roubar empresas de Estados já consolidados, precisa dar muito mais incentivos para atrair investimento por conta da sua baixa população e consequentemente baixa utilidade. Neste trabalho tentamos quantificar os gastos que os Estados têm com este tipo de ação. Outra releitura dos resultados pode ser aplicada ao modelo de portabilidade de crédito, onde interpretamos os agentes econômicos de Grauwin como tomadores de empréstimo e os quarteirões como bancos de crédito ao varejo. A taxa de juros cobrada de cada banco dependerá do tamanho da carteira que este possui. Ter um banco com uma taxa de juros diferenciada o torna mais atrativo que os demais e este começa a roubar clientes dos outros bancos, contudo, o mercado reage e também reduz suas taxas, criando uma guerra da taxa no mercado financeiro. Estudando o cenário egoísta (onde o governo não desestimule a troca entre bancos) e supondo que a quantidade de tomadores no mercado seja suficientemente pequena, a dinâmica conduzirá a uma situação onde teremos apenas alguns bancos coexistindo e outros falindo. No limite egoísta o banco que se dispôs a dar incentivo terá a carteira maior que os demais bancos com taxas menores e isto vai ser invertendo à medida que o governo impõe comportamento mais altruísta da sociedade. Estudamos analiticamente os efeitos das variações da densidade e dos parâmetros (m) e altruísmo (a) no cenário global bem como os resultados esperados com a inserção de uma desordem (m_b) em um dos blocos. E por fim foram feitas simulações em computador para verificar se comportamento das dinâmicas em todos os cenários eram compatíveis com as soluções obtidas.